Meu caro amigo Iran Costa,
Ainda me lembro àquela tarde, em que você trouxe, no seu carro, uma parenta com agudíssima crise de colecistite, sob a notícia de que em Iguatu havia chegado um médico que operava tudo. Confessou-me depois, que havia preparado a todos: “Caso não consigamos resolver em Iguatu, seguiremos direto para Fortaleza”. Como muitas outras vezes que se sucederam, fizemos a cirurgia de sua parenta e tudo correu muito bem.
É claro que aquele dia teve um significado todo especial, além das várias pedras que daquela vesícula, surgiu a “Pedra Fundamental”, que selou uma amizade de quatro décadas e que ainda perdura além da morte.
Pois bem todas meu amigo, foram mais de dez anos que você, diariamente, vinha de Várzea Alegre as tardes prestar auxílios em cirurgias e assim, manter aberto o Hospital Santo Antônio dos Podres.
Iran, lhe não fui ver nos seus últimos momentos; não lhe fui ver silenciar para sempre; preferi guardar em minha memória nosso último encontro, quando em meio de tanta alegria, pude revê-lo e comemorarmos juntos os meus setenta anos.
Preferi guardá-lo em minha memória, a imagem da perfeição em que você viveu: alegre, espirituoso, disposto, amigo que sempre foi, e acima de tudo, o homem que você foi entre nós.
Adeus Iran. Até um dia, que ainda espero te encontrar.
Maurício Assunção
Sindicação
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